
A grande finalidade da igreja não pode ser outra se não glorificar a Deus, pois ela é exatamente “a comunidade de adoradores que se congrega para testemunhar publicamente os atos graciosos de Deus” (Hermisten Maia). John Piper ao comentar a centralidade da adoração na vida da Igreja afirma: “As missões não representam o alvo fundamental da igreja, a adoração sim. As missões existem porque não há adoração, ela sim é fundamental, pois Deus é essencial e não o homem. Quando esta era se encerrar e os incontáveis milhões de redimidos estiverem reunidos perante o trono de Deus não haverá mais missões. Elas representam, no momento, uma necessidade temporária. Mas a adoração permanece pra sempre”.
De modo que a Igreja se congrega para primordialmente adorar a Deus, e, portanto, o culto celebrado não é apenas um instrumento para a evangelização do mundo, mas acima de tudo um ato de adoração ao Deus trino. Infelizmente há uma forte desvalorização do culto em nossos dias, pois muitos se tornaram mais antropocêntrico do que teocêntrico. Gordon Dahl faz uma triste constatação da desvalorização do culto no cenário americano que lamentavelmente se assemelha em muito a nossa realidade brasileira: “A maioria dos americanos de classe média tende a cultuar a profissão, a trabalhar na hora do lazer e se divertir no culto a Deus. Como resultado, seus valores e significados de vida estão distorcidos. Seus relacionamentos se desintegram antes que consigam restaurá-los, e seu estilo de vida se parece com o de um elenco de atores que procuram um enredo para atuar”.
É necessário que a Igreja se conscientize do papel primordial que o culto público tem na sua vida e a quem este culto é oferecido: a Deus! Sendo portanto, necessário realizá-lo não conforme as nossas vontades, mas submisso ao que ele prescreveu nas Escrituras.
Rev. Thiago de Souza Dias

